quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

FERRORAMA O primeiro trem elétrico automático fabricado no Brasil


O primeiro trem elétrico automático fabricado no Brasil

Muitos que procuram informações sobre os anos 80 na maioria das vezes são saudosistas da época e consequentemente isso indica que hoje são adultos que relembram de sua infância quando lêem sobre a década de 80. Isso é uma grande verdade!
 
Nada mais justo então, do que ajuda-los, o que me incluo nesse grupo, à relembrar de um dos brinquedos que fez a cabeça dos meninos na época: o Ferrorama.
 

  XP-400

O ferrorama era fabricado pela Manufatura de Brinquedos Estrelas, e teve vários kits que continham os trilhos, vagoes, locomotivas, pontes, postes, cancelas, etc... Cada kit que a Estrela foi lançando vinha com mais trilhos e mais peças, aliás os traçados eram modificados e ficavam cada vez maiores.
 

Desvios, trilhos, cancela, postes e outros itens
  
As locomotivas eram movidas com duas pilhas de tamanho médio de 1,5 volts cada, já dá pra imaginar como se gastava comprando pilhas e mais pilhas para que pudéssemos brincar, coitado de nosso pais!
 
Vagões e locomotivas do Ferrorama
 
Quando se colocava as pilhas novas, as locomotivas pareciam um ‘foguete’ de velozes, mas quando as pilhas estavam no final de sua capacidade, as locomotivas pareciam verdadeiras ‘tartarugas’ e nos traçados maiores que surgiram com o tempo e que continham rampas, as locomotivas nem conseguiam subir, ai tínhamos que esperar até que nossos pais trouxessem pilhas novas. Mas com certeza era uma grande diversão.

E a alegria de brincar com um ferrorama era desde o início na montagem do traçado. Alguns meninos se juntavam e com seus kits formavam verdadeiras ferrovias intercalando seus traçados e utilizando várias locomotivas ao mesmo tempo, quando a brincadeira terminava a ‘briga’ surgia na hora de cada um pegar suas peças, mas no final tudo acabava bem!
  
   
Comercial da época do Ferrorama
(Créditos: MofoTV)
 
Os vários kits que foram lançados consistiam em 16 modelos divididos em três séries. A primeira iniciou-se com o modelo XP-100, seguido pelos modelos XP-200, XP-300, XP-400, XP-500 e XP-600.


 
XP-500
   
A segunda séria tiveram quase que os mesmos modelos com algumas alterações e os modelos passaram a se chamar XP-1100, XP-1200, XP-1300, XP-1400 e XP-1500. A terceira tinha o SL-2000, SL-3000, SL-4000, SL-5000 e SL-5000 Beto Carrero que foi tipo uma edição especial.

  
XP-1300
   
SL-4000

Eu ganhei de meu pai o XP-400 da primeira série. Lembro que quando meu pai me levou pra comprar, a  Estrela só tinha lançado até o XP-500 que na época era o maior traçado, mas na loja não tinha o XP-500 na pronta entrega, o vendedor disse que demoraria uma semana pra chegar, mas eu não esperei e levei o XP-400 que tinha na loja. Mas não me arrependi pois o XP-400 era muito bom!
 
  
Traçado do XP-400
 
Há algum tempo atrás, já na era da internet, um grupo de amantes do brinquedo criaram uma comunidade no orkut mais precisamente em 2005, onde cerca de 3.000 participantes enviavam emails e cartas para a Estrela pedindo que voltassem a fabricar o ferrorama.
 
Isso fez com que o presidente da Estrela lançasse um desafio que consistia nos participantes fazer o trem do ferrorama percorrer 20 Km do Caminho de Santiago de Compostela com 110 metros de trilhos, se conseguissem a proeza, o ferrorama seria relançado.
 

   
O desafio do presidente da Estrela

Os fãs provaram sua paixão pelo ferrorama e conseguiram completar o percurso e assim o ferrorama voltou a ser fabricado pela Estrela em agosto de 2010. A facanha do grupo ganhou até um website onde podia-se conferir o andamento do desafio até o seu final. O site ainda se encontra online e quem quiser conferir é só acessar: http://www.voltaferrorama.com.br/
 
Infelizmente o relançamento do ferrorama decepcionou os fãs, mais uma vez me incluo nesse grupo, pois o atual ‘ferrorama’ não tem nada a ver com o que brincávamos quando crianças nos anos 80. Você pode ver a diferença das imagens acima com o comercial da Estrela sobre o novo ‘ferrorama’ e tire suas próprias conclusões.
 

 
Novo 'ferrorama' re-lançado em agosto de 2010
Decepção do fãs

fonte:memorial oitenta

ALEXANDRE SCARABOTO2013
CREEDENCE COVER BAND

OS TRAPALHÕES


Mais uma vez vamos recordar nossa década maravilhosa através da televisão, embora o conteúdo desse post também tem a ver com o cinema e até mesmo a música.

Na verdade podemos dizer que todos estão interligados no que se refere á arte, não esquecendo de mencionarmos também o teatro onde muitos artistas que hoje estão na televisão e cinema começaram suas carreiras.
 
Não foi o caso dos que destaco aqui nesse post, pois pelo que sei nenhum deles teve alguma passagem no teatro, corrijam-me se estiver errado.
 
Mas o que é mais importante neste caso é que estes artistas de que estamos falando no agraciaram com um programa de televisão que foi destaque na década de 80, mesmo tendo seu inicio em meados dos anos 70. Estamos falando do programa Os Trapalhões.

Um dos logo do programa
  
Renato Aragão o Didi e Manfried Sant’anna o Dedé já participavam do programa Adoráveis Trapalhões da extinta TV Excelsior em 1966. O programa tinha a participação de outros atores como Ivon Cury, Ted Boy Marino e Wanderlei Cardoso. A dupla Didi e Dedé já haviam aparecido juntos em 1965 no filme A Onda do Ie-Ie-Ie.
 
Como alguns desses integrantes com o passar do tempo deixaram o programa abriu-se a oportunidade para que Antonio Carlos Bernanrdes Gomes, o Mussum e Mauro Faccio Gonçalves, o Zacarias entrassem então para o quarteto criando assim a formação clássica dos Trapalhões que fez história na televisão.
 
Antes do programa chegar na Rede Globo ele passou pela Record onde tinha o nome de Os Insociáveis e depois em 1975 foi para também extinta TV Tupi onde recebeu o nome que os consagrariam: Os Trapalhões.

O quarteto numa arte para a abertura do programa
     




Em 1977 o quarteto recebeu um convite para levar o seu programa para a Rede Globo, depois de fazerem certas exigências, prontamente aceitas pela Globo, o programa estreou em 13 de março de 1977 depois de dois especiais que foram ao ar nos meses de janeiro e fevereiro deste mesmo ano.
   
Na Globo o programa passava as 19 horas antes do programa Fantástico.
 
 
Renato Aragão (Didi)

Manfried Sant'ann (Dede)

Antonio Carlos Bernanrdes Gomes (Mussum) 

Mauro Faccio Gonçalves (Zacarias)
 
Em setembro de 1983 para a tristeza das crianças e de todos os fãs dos Trapalhões, eles se separaram. Segundo o que se diz o motivo era que Renato Aragão recebia 80%  enquanto que os outros 20% eram divididos entre os outro três integrantes.
   
Didi continuou sozinho com o programa mas a audiência não era a mesma, segundo consta houve uma queda de 8% no número de telespectadores.
 
E o mesmo aconteceu com os filmes que estrelavam no cinema. Antes da separação o quarteto havia filmado O Cangaceiro Trapalhão que teve em torno de 3,8 milhoes de telespectadores, após a separação Renato fez um filme com sua produtora intitulado O trapalhão na Arca de Noé que obteve apenas 2,1 milhões de telespectadores enquanto que Dede, Mussum e Zacarias fizeram Atrapalhando a Swat pela produtora que criaram a Demuza que atingiu apenas 1,1 milhoes.
 
Mas para felicidade geral dos fãs do quarteto esse período não durou muito, seis meses depois mais precisamente em março de 1984 o programa já apresentava os quatro integrantes juntos novamente.

Abertura do programa Os Traplahões na década de 80

Outra abertura do programa também na década de 80
 
Além dos filmes citados, os Trapalhões presentearam seus fãs e a garotada com 23 filmes (com a formação clássica) vistos por mais de 120 milhões de pessoas sendo que sete deles estão na lista dos dez mais visto na história do cinema brasileiro.
   
No entanto um deles se destacou: Os Saltimbancos Trapalhões.
  
 
Capa do filme Os Saltimbancos Trapalhões
 
É só perguntar pra qualquer um que foi criança na época que filme mais gostou dos Trapalhões, a resposta na maioria das vezes será Os Saltimbancos Trapalhões. E não é pra menos basta observarmos a lista de atores a trilha sonora bem como o próprio enredo do filme, pois que criança não gosta de Circo?


Abertura do filme Os Saltimbancos Trapalhões
 
Em 18 de março de 1990 o quarteto perdeu um dos seus integrantes. Devido a uma insuficiência respiratória Zacarias faleceu. Segundo Renato Aragão, o acontecimento quase levou ao fim dos Trapalhões, eles decidiram porém continuar o trabalho como forma de homenagear Zacarias, e o programa continuou sendo apresentado.
 
No entanto, em 29 de julho de 1994, outro integrante deixava o grupo. Neste dia Mussum morreu em decorrência de problemas no coração. Neste ano o programa passou a ser reprisado e só teria continuação em 1995 com sua reestréia mas agora nos domingos a tarde. Em agosto desse mesmo ano o programa apresentou novas mudanças mas ainda neste mesmo mês o programa Os Trapalhões deixou de ser transmitido decretando o final de sua história na televisão.
  
Hoje em dia Didi e Dedé, depois de quase 15 anos sem trabalharem juntos, apresentam ainda pela Rede Globo nos domingos no inicio da tarde as Aventuras do Didi. Claro que é gratificante ver os dois juntos mesmo nos dias de hoje e esperamos que continuem assim, mas a magia que emplacaram com o quarteto e que atravessou a nossa década maravilhosa ficou na memória.

Fontes


Imagens e Texto: Memorial Oitenta

Alexandre Scaraboto 2013
Creedence Cover Band

ATARI 2600





Atari 2600
Na verdade o primeiro videogame da Atari foi o Atari VCS (Video Computer System) que foi produzido nos EUA em 1977, isso sem falar nas maquinas da própria Atari que reproduziam o jogo Pong, que já existia desde 1972.

Logo da empresa

No ano seguinte, 1978, foi lançado entao o Atari 2600 nos EUA que foi um grande sucesso, sendo o carro-chefe da empresa.  Com o passar dos anos outros consoles foram lançados, com mais recursos, como por exemplo o Atari 5200 entre outros, mas o Atari 2600 realmente marcou época, e pra nossa felicidade, a nossa década maravilhosa.

Como descrito no início desse post, o atraso da chegada do Atari 2600 no Brasil se deu por causa da lei de reserva de mercado, por isso seu lançamento aconteceu por aqui somente em 1983 pela Gradiente. No entanto, varias outras empresas também lançaram seus consoles, muitas vezes imitando o Atari 2600, inclusive todos compatíveis com os cartuchos dos jogos da Atari.

Propaganda de lançamento do Atari no Brasil

Quem vivenciou essa época com certeza se lembra das marcas Dactar da Milmar, Dynavision da Dynacon, Supergame da CCE entre outras.
Falando nos jogos, com certeza poderíamos mencionar inúmeros que foram lançados com o passar do tempo,  mas não poderíamos deixar de destacar aqueles que se tornaram os mais conhecidos e mais jogados pela garotada. 
Só para citar alguns podemos relembrar do River Raid, aquele do avião que destruia avioes e navios que surgiam pela frente, esse teve varias versoes.  Outros jogos muito conhecidos também era o Ptfall, o Enduro, Hero, Keystone Kapers entre muitos outros.

 River Raid

Pitfall

Enduro

Hero

 Keystone Kapers

Da mesma forma que surgiram vários empresas que lançaram seus consoles imitando o Atari 2600 também houve empresas que copiaram os cartuchos de jogos do Atari. Enquanto que a Polivox seguia o esquema dos cartuchos originais da Atari, essas empresas nao se preocupavam muito com ‘detalhes’ mas nem por isso deixaram de vender seus jogos. Lembro pessoalmente dos cartuchos da Actvision, Intelevision, Dynacom, entre outros.

Varios cartuchos

O Atari 2600 se tornou o vídeo game mais popular até o final da década, a partir dai surgiram as novas gerações de videogames que causou problemas financeiros para a Atari. No início dos anos 90, a Atari até que tentou acompanhar as novas empresas mas nao teve sucesso pois não conseguiu acompanhar as novidades do mercado o que levou a venda de suas divisões para diversas empresas.

Aos saudositas do Atari 2600 como eu nem tudo esta  perdido, pela internet encontramos facilmente emuladores do Atari e inumeros jogos, basta fazer uma breve procura. Também existe o Atari Flashback que ja esta na sua 3ª. versão. Ele vem com o visual bem parecido com o original mas não tem entrada de cartuchos, os jogos estão incluidos na sua memoria, na versão 3 são 60 jogos.

Atari Flashback 3
Com certeza o Atari 2600 fez sua parte em ser um marco para a década de 80. Eu particularmente não tive um, mesmo porque as condições financeiras do país naquela época não era das melhores e somente os mais abastados tinham condições de presentearem seus filhos com um Atari,  mas eu joguei muito com os amigos que tinham seus aparelhos.

Lembro que em 1984 aconteceu uma promoção dos chicletes Ploc. A promoção consistia em formular uma frase sobre o chiclete Ploc, juntar 5 embalagens do chiclete e enviar por carta (naquela época não existia email).  Nos chicletes vinham figurinhas dos jogos da Atari. Foram 150 videogames com 3 cartuchos cada aos que tivessem sua frase sorteada.

E eu posso garantir que a promoção era pra valer porque um amigo meu foi sorteado e recebeu na sua casa o seu Atari 2600, foi com esse meu amigo que joguei Atari  muitas vezes.

Promoção da Ploc

 Para relembrar:
Propaganda de lançamento do Atari 2600

fonte:http://memorialoitenta.blogspot.com.br/

Alexandre Scaraboto 2013
Creedence Cover Band

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

EVOLUÇÃO DE BATMAN NO CINEMA E TV





Dia 27 de julho o Homem-Morcego volta aos cinemas para encerrar a trilogia do diretor Christopher Nolan. A produção tem milhares de dólares investidos e um visual sensacional. Mas nem sempre foi assim. Veja o visual do herói ao longo dos anos: 

A primeira adaptação de Batman para outra mídia foi essa série surgida em 1943. Lewis Wilson interpretava o Homem-Morcego que aqui era um agente do governo americano e lutava contra o Dr. Daka, um agente japonês. Robin era vivido por Douglas Croft. Apesar do uniforme tosco e da mudança na história em relação às HQs, esta série introduziu elementos que foram incorporados aos quadrinhos mais tarde. Exemplos: a batcaverna e a passagem secreta atrás de um relógio para chegar ao esconderijo. 


A segunda aparição do Homem-Morcego fora dos quadrinhos aconteceu em 1949 na série Batman & Robin. Neste ano o uniforme era essa belezura que você vê aí na foto acima. O Batman era vivido por Robert Lowery. 

 

Em 1966 Batman ganhava sua série de TV. Durou só três temporadas mas foi o suficiente para marcar Adam West para sempre – positiva ou negativamente, dependendo do ângulo. O seriado também ficou cravado no centro da cultura pop televisiva e rendeu até um longa-metragem para o cinema, o primeiro do Homem-Morcego.

Aqui, Adam West usa um colante como uniforme, já que nem se pensava em armaduras. Essa vestimenta rendeu a West o apelido de "Batman gordinho".


Apenas em 1989 o Homem-Morcego retorna aos cinemas, dessa vez em grande estilo numa superprodução. Com direção de Tim Burton, Batman – O Filme tem Jack Nicholson como o Coringa e o não tão convincente Michael Keaton vivendo o herói. Uma das grandes curiosidades na época era como seria o uniforme. Seria um colante como nos anos 60? O diretor optou por uma espécie de armadura, o que caiu bem. 

Batman – O Retorno saiu em 1992 e novamente Tim Burton é o diretor e Michael Keaton vive o Homem-Morcego. O herói enfrenta o Pingüim, aqui interpretado por Danny DeVito. Novamente o herói usa uma armadura muito parecida com a do longa anterior. 

 

Em 1995 tudo mudou para o Homem-Morcego. Batman Eternamente chega com Joel Schumacher como diretor e com Tim Burton apenas na produção. Também saiu Michael Keaton do papel principal e entrou Val Kilmer. O visual do Batman começa até parecido com o dos filmes anteriores, mas já trazia diferenças no design. Ao longo da história de Batman Eternamente o herói surge com uma nova vestimenta e já mostra o estilo um tanto quanto exagerado de Schumacher. Veja... 

 
Que tal, hein? 

O ano era 1997 foi a vez de chegar aos cinemas Batman & Robin. O diretor foi novamente Joel Schumacher, mas o ator principal mudou: saiu Val Kilmer e entrou George Clooney. O visual, no início, era uma armadura preta até que razoavelmente discreta, mas... 



..o que dizer deste uniforme? Não é à toa que Batman & Robin foi eleito há algum tempo um dos piores filmes já feitos. O longa enterrou a franquia do Homem-Morcego durante vários anos. 

O retorno do herói aos cinemas aconteceu apenas em 2005 e seu conceito foi totalmente reformulado. O estilo foi muito mais próximo com o dos quadrinhos, o que os fãs adoraram. O diretor é Christopher Nolan e o ator principal é Christian Bale. O visual é novamente uma armadura, totalmente preta e funcional. 

O mesmo acontece em Batman – O Cavaleiro das Trevas. Aqui também vemos o Homem-Morcego com sua vestimenta especial e com alguns detalhes diferentes da que foi mostrado em Batman Begins. 

 
Em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que estreia no dia 27 de julho, vamos ver Christian Bale com um uniforme muito parecido com o que usou em O Cavaleiro das Trevas. É esta imagem que você vê acima e continua com o conceito de armadura que protege o herói nos combates com os inimigos. 

Cosplay 5